domingo, 29 de junho de 2014

Bom dia!


Virou “meme” nas redes sociais e mensagens do mundo digital o hábito de dar bom dia a tudo e a todos, até ao sol. E virou “meme” do mundo concreto criticar isso. Fiquei imaginando qual a necessidade que expressamos por trás desse comportamento (de saudar, e não de criticar!)
Platão diz, em “O Banquete”, que até a busca de reproduzir-se no Belo (os animais não buscam fêmeas belas para se reproduzirem) tem algo inconsciente por trás, como uma necessidade de atributos divinos, ansiosos por “vir à luz” dentro do homem. Eu creio nisso; creio que “bom dia” é uma busca inconsciente do Bem. O sol sabe o que é um “bom dia” para ele: um dia em que ilumina, aquece, vitaliza; suas trilhas são de vida. O que é um bom dia para um homem? Lembrem-se que Bom é diferente de agradável. Deve ser um dia em que crescemos e também iluminamos, pois também temos algo de sol em nós.
A tradução de um “bom dia” filosófico, consciente, creio, deveria ser mais ou menos assim: “Eu te vejo, eu te desejo o Bem, e me comprometo a ajudar a promovê-lo, no dia de hoje.” Começando por dizê-lo ante o espelho. Que tal experimentar? Bom dia a todos!

Um comentário:

  1. Tenho por hábito cumprimentar a todos que encontro pelo caminho, desejando-lhes sinceramente o bem estar... Bom dia! Boa tarde! Boa noite! É assim há décadas, e sinto alegria ao receber retorno do cumprimento...

    P.S.: Fiz o primeiro módulo da primeira turma do Curso da Nova Acrópole em Joinville - SC, em 2008, se não me falha a memória...

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