quarta-feira, 4 de junho de 2014

Lembrando de Forrest Gump



Hoje, sem maiores razões, recordei-me deste belo filme, já com 22 anos desde seu lançamento, em 1994. Eu o conto como um dos filmes que me causam saudades, como se Forrest realmente tivesse existido e fosse um conhecido meu, muito querido.  Não me importam muito as inúmeras conjecturas de ordem política ou existencial que se teceram sobre a obra ao longo destes anos de sucesso. Importam-me algumas lembranças, que me impactaram bastante, e foram verdadeiramente úteis para mim. Uma delas, que guardo com carinho, é a perfeita definição da mãe dele, quando ele se queixa de que o chamavam de idiota em todos os lugares: “Idiota é quem faz idiotice.” Não era o caso dele: sua vida foi impecável quanto à sua lealdade a princípios, dedicação aos que amava e empenho em tudo o que fazia. Sua mãe tinha razão: ele não era um idiota.
Mas reflitam sobre como essa singela definição literalmente vira o mundo de cabeça para baixo em relação aos valores atuais: nós empenhamos uma energia descomunal para ter diplomas, dinheiro, cargos, títulos e fama. E, ao sair às ruas, somos pouco gentis, desleais entre nós, transigimos em nossos princípios, hesitamos nas nossas tarefas e literalmente “atropelamos” os sentimentos das pessoas que dizemos amar. O que temos feito pela vida afora, nós, os “homens espertos”? Idiotices; simples assim.
Sei que o assunto não é novo; o milenar “Pelas vossas obras, vos conhecerei” já nos dava essa instrução. Mas não por ser antigo é bem entendido. Continuamos com um investimento desastroso de nossa energia-vida, sem nos determos para analisar a qualidade dos rastros que temos deixado por aí, único depoimento válido sobre quem realmente somos nós: “Eu passei pela sua vida: como você ficou, depois disso?”
Sei que deve ter gente que manda afixar todos os seus títulos conquistados na lápide de seus túmulos, mas, se são só títulos... quem visita estes túmulos? A lápide dos homens bons está gravada a ferro e fogo no coração dos homens despertos. Bem, não há tempo para pensar nisso; nosso dever é fazer coisas, e não fazer alguma coisa com a nossa vida. Eu conheci um rapaz que pensava diferente disso; Forrest Gump.... Rapaz esperto! Quase um gênio!

Um comentário:

  1. Caramba! Que linda reflexão. Tenho sentimentos semelhantes a esse maravilhoso filme.
    Abraço, querida professora.

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